Os medicamentos genéricos são medicamentos com as mesmas propriedades e substâncias do medicamento original correspondente. Os medicamentos genéricos são mais baratos, porque são produzidos depois da protecção das patentes originais. No entanto, não deixam de ter menos qualidade nem eficácia que o medicamento original. Os genéricos têm a dupla vantagem de poderem ajudar as famílias mais desfavorecidas (devido ao seu baixo custo) e de reduzirem os desperdícios, pois são vendidos em menos doses e em caixas mais pequenas. Muitos dos países considerados desenvolvidos tem uma grande percentagem de medicamentos genéricos no mercado, o que fez muitos países considerarem os medicamentos genéricos, um indicador de desenvolvimento.
No entanto, em Portugal, houve muita resistência á introdução dos genéricos, e muita polémica por parte da política e das farmácias. A Ministra da Saúde Ana Jorge, disse que o Serviço Nacional de Saúde não irá pagar as comparticipações que envolvam medicamentos genéricos que tenham sido adquiridos em lugar de um medicamento de marca, sem autorização do médico. Isto foi contra os interesses de João Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), que acha que os medicamentos genéricos deviam ser dados como escolha pelos farmacêuticos. Como argumento para esta ideia, as Farmácias garantiram que desde que a iniciativa arrancou, os doentes pouparam €101.000, e o Estado poupou cerca de €86.000 dos cofres. Recentemente, a Ordem dos Médicos, criticou as farmácias de entrarem numa guerra económica, de modo a favorecer empresas com que a ANF participa, nomeadamente a Alliance Healthcare e a Almus.
Os medicamentos genéricos têm um rigoroso controlo de qualidade, garantida por uma avaliação tecnocientífica, com base em legislações e normas rigorosas. Esta avaliação é realizada por peritos em farmacêutica, pré-clínica e de Bio-Disponibilidade/Bio-Equivalência (DATC). São também certificados pela Comissão de Avaliação de Medicamentos. Cabe aos avaliadores o aconselhamento científico às farmacêuticas e também assegurar a máxima qualidade dos medicamentos genéricos avaliados.
Em conclusão, os medicamentos genéricos são a melhor alternativa do consumidor, para poupar tanto no ambiente como na carteira. Embora não sejam originais, o seu efeito é o mesmo, e a qualidade do medicamento é assegurada com a mesma excelência e rigor que um medicamento de referência.
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