sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amplificadores

Os amplificadores podem ser aparelhos bem complexos, com centenas de pequenas peças, mas o conceito básico por trás deles é bastante simples. Você pode ver claramente como um amplificador funciona ao examinar seus componentes.

O som é um fenômeno fascinante. Quando algo vibra na atmosfera, move as partículas de ar à sua volta. Essa partículas, por sua vez, movem outras partículas de ar à sua volta, carregando a vibração pelo ar. Nossos ouvidos captam essas alterações na pressão do ar e as transformam em sinais elétricos processados pelo cérebro.

Os equipamentos eletrônicos de som operam da mesma forma. Eles expressam o som como uma variação da corrente elétrica. Em termos gerais, este tipo de reprodução sonora tem três etapas:

· As ondas sonoras movem o diafragma de um microfone para frente e para trás e o microfone traduz este movimento em sinal elétrico. Este sinal flutua, representando as compressões e rarefaçõesde uma onda sonora.

· Um gravador codifica este sinal elétrico no padrão de alguns tipos de mídia, como impulsos magnéticos em uma fita magnética ou como sulcos em um disco de vinil.

· Um equipamento de reprodução (como um toca-fitas) reinterpreta esse padrão e usa a eletricidade para mover o cone de um alto-falante. Isto recria as variações da pressão do ar originalmente gravadas pelo microfone.

Como se pode ver, os componentes principais neste sistema são, essencialmente, tradutores: recebem o sinal de uma maneira e o converte em outra. No final, o sinal sonoro é transformado novamente em sua forma original, uma onda sonora física.

Para registrar as mínimas variações de pressão em uma onda sonora, o diafragma do microfone dever ser muito sensível. Isto significa que ele é bastante fino e se move apenas em uma curta distância. Conseqüentemente, o microfone produz pouca corrente elétrica.

Este sinal é ótimo para a maioria das etapas do processo, pois é forte o bastante para uso no gravador e facilmente transmitido pelos fios elétricos. Mas o estágio final do processo (mover o cone do alto-falante) é mais difícil. Para fazer isso, você precisa reforçar

o sinal de áudio com mais corrente, ao mesmo tempo que preserva o mesmo padrão de flutuação de carga.

Este é o trabalho de um amplificador. Ele simplesmente produz uma versão mais poderosa de um sinal de áudio.

Na realidade, um amplificador gera um sinal de saída completamente diferente, baseado no sinal de entrada. Você pode tentar entender estes sinais como dois circuitos diferentes. O circuito de saída é gerado pela fonte de alimentação do amplificador, que é alimentado por uma bateria ou uma tomada. Se o amplificador recebe energia da corrente alternada (um fluxo de carga alterna sua direção), a fonte de alimentação irá convertê-la em corrente contínua (a carga sempre flui em uma mesma direção). A fonte de alimentação também suaviza a corrente para gerar um sinal absolutamente estável e ininterrupto. A carga (o trabalho que executa) é mover o cone do alto-falante.

O circuito de entrada é um sinal elétrico de áudio gravado em uma fita magnética ou passado por um microfone. Sua função é modificar o circuito de saída. Ele aplica uma resistência variável em um circuito de saída para recriar as flutuações de voltagem de um sinal original de áudio.


O conceito básico de um amplificador: uma corrente de menor intensidade é usada para modificar uma de maior intensidade

Na maioria dos amplificadores, esta carga representa trabalho demais para o sinal original de áudio. Devido a isso, o sinal é aumentado por um pré-amplificador, que envia um sinal de saída mais forte para um amplificador de potência. O pré-amplificador atua da mesma maneira que um amplificador: o circuito de entrada aplica resistência variável a um circuito de saída que recebe energia de uma fonte de alimentação. Alguns sistemas de amplificação usam diversos pré-amplificadores para gradualmente chegar a um sinal de alta voltagem.

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