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Turismo rural Este roteiro inclui um vasto património bio-histórico de Vieira do Minho e do Parque Nacional da Peneda Gerês – Terras do Bouro. São quilómetros e quilómetros de paisagens de cortar a respiraçã o, seja pela imponência do arvoredo, pelas cascatas de águas límpidas ou pelos animais que pastam tranquilamente à beira da estrada. Não há como não ficar de imediato conquistado por um cenário assim, que se estende por 72 000 hectares e abrange as serras da Peneda, do Soajo, Amarela e do Gerês. Fora dos limites do Parque Nacional mas relativamente próximos, outros lugares encantam por outros motivos. É o caso da vila de Ponte de Lima, mas também a de Arcos de Valdevez, ambas a merecer uma visita, de preferência complementada por uma refeição com vista sobre o rio. |
Turismo urbano

É de salientar que com o desenvolvimento do turismo, tanto rural como urbano, se assiste a um desenvolvimento da economia em diversas vertentes. A criação de empregos nos sectores de hotelaria e restauração, o desenvolvimento dos transportes, e também a mão-de-obra usada no restauro de monumentos degradados, são disso uma prova irrefutável. Não devemos ainda esquecer que, com a evolução do nível cultural da sociedade actual, assistimos a um aumento de visitas aos mais variados monumentos (mosteiros, igrejas, palácios, castelos, etc.), o que vem também incrementar o emprego na vertente turística, como é o caso dos guias turísticos.
O desenvolvimento do turismo cultural, vem ainda proporcionar a liberalização da cultura, tornando esta acessível não apenas a alguns grupos de “elite” mas a todos os que nela quiserem participar.
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
Para que uma população se possa mais facilmente entender entre si foram criadas normas linguísticas, o que não impediu que a língua originasse diversas variações consoante determinados factores:
- A situação geográfica (variação diatópica)
- O grupo social onde se está inserido (variação diastrática)
- A situação em que se está a falar (variação diafásica)
Destas variantes, a mais destacada é a variante diatópica pois permite identificar a região a que se pertence pela maneira como se fala e as expressões que se usam. É ou não bastante fácil reconhecer, pela maneira como fala, um habitante da Nazaré, do Porto, do Alentejo, um algarvio…
Há palavras que só têm significado na região em que se está inserido, como por exemplo, enquanto em Leiria se pede um café, no Porto é um “cimbalino.”
Estas diferenças não deixam de ter o seu valor, embora muitas vezes sejam socialmente rejeitadas. É bem verdade que certas maneiras de falar são depreciadas em função de alguns aspectos, como acontece no interior do País, onde a língua tem ainda contornos arcaicos, não tendo evoluído condicionada sobretudo pelo isolamento geográfico dos seus falantes. Mas não será uma das funções dessas variações linguísticas só poder ser compreensível por uma determinada comunidade, como forma de defesa?
É de todo errado fazer juízos de valor sobre esta ou aquela variação linguística, considerando que só de determinada forma é que se fala correctamente. Não existe um padrão linguístico, pois o que hoje é incorrecto, amanhã, pela força de ser usado, passa a fazer parte integrante da língua.


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