sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Roteiros Turísticos




Turismo rural

Escolhi o roteiro

da Serra do Gerês pela sua beleza impar que combina serras,

rios, barragens, pontes romanas, moinhos e casas de granito, proporcionando um bem-estar indescritível pelo contacto permanente com a natureza.

Este roteiro inclui um vasto património bio-histórico de Vieira do Minho e do Parque Nacional da Peneda Gerês – Terras do Bouro.

São quilómetros e quilómetros de paisagens de cortar a respiraçã
o, seja pela imponência do arvoredo, pelas cascatas de águas límpidas ou pelos animais que pastam tranquilamente à beira da estrada. Não há como não ficar de imediato conquistado por um cenário assim, que se estende por 72 000 hectares e abrange as serras da Peneda, do Soajo, Amarela e do Gerês.
Fora dos limites do Parque Nacional mas relativamente próximos, outros lugares encantam por outros motivos. É o caso da vila de Ponte de Lima, mas também a de Arcos de Valdevez, ambas a merecer uma visita, de preferência complementada por uma refeição com vista sobre o rio.

Turismo urbano

Roteiro Turístico de Braga

Como roteiro urbano escolhi a cidade de Braga, pelo seu centro histórico exemplar. Aqui é dada a devida atenção aos monumentos, tendo sido recuperadas diversas praças.
A não perder, quando se visita Braga, o Bom Jesus. Situado no cimo de uma das mais belas encostas Bracarenses, possui diversas áreas de lazer e magníficas paisagens. Um pouco mais à frente passa-se pelo Sameiro e desce-se a serra da Falperra até à cidade. Não podemos deixar de referir o Clube de Jazz de Braga, situado entre o Santuário do Bom Jesus e o Sameiro.

Alguns Monumentos:

Teatro Circo
É o grande espaço cultural da cidade. Inaugurado em 1915, foi projectado pelo Arquitecto João Moura Coutinho.

Termas Romanas do Alto da Cividade
Ainda são visíveis as dependências funcionais das termas públicas romanas. Trata-se de uma construção do séc. I.
Torre de Menagem
Constitui uma parte que restou do castelo de Braga, que formava toda uma cidadela medieval. Provavelmente construída no séc. XIV.
Sé Catedral
Mandada edificar no séc. XII, hoje apresenta uma grande variedade de estilos e épocas. Destacam-se o românico, o gótico e o barroco. De primitiva traça românica, destaca-se um túmulo gótico-flamengo, de bronze dourado, onde jaz o infante D. Afonso, filho de
D. João I. No interior destacam-se ainda o Órgão de Tubos, a Capela do Santíssimo, a Capela de S. Pedro de Rates e a Capela de São Martinho de Dume.
Santuário do Bom Jesus do Monte
Destaque para o seu escadório e para o seu elevador novecentista, que funciona a água.
Convento do Pópulo
Invoca a Virgem venerada na Igreja de Santa Maria do Pópulo, em Roma. Foi edificado nos finais do séc. XVI. Apresenta traços do barrocos, e do estilo neo-clássico.

É de salientar que com o desenvolvimento do turismo, tanto rural como urbano, se assiste a um desenvolvimento da economia em diversas vertentes. A criação de empregos nos sectores de hotelaria e restauração, o desenvolvimento dos transportes, e também a mão-de-obra usada no restauro de monumentos degradados, são disso uma prova irrefutável. Não devemos ainda esquecer que, com a evolução do nível cultural da sociedade actual, assistimos a um aumento de visitas aos mais variados monumentos (mosteiros, igrejas, palácios, castelos, etc.), o que vem também incrementar o emprego na vertente turística, como é o caso dos guias turísticos.

O desenvolvimento do turismo cultural, vem ainda proporcionar a liberalização da cultura, tornando esta acessível não apenas a alguns grupos de “elite” mas a todos os que nela quiserem participar.

VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

Para que uma população se possa mais facilmente entender entre si foram criadas normas linguísticas, o que não impediu que a língua originasse diversas variações consoante determinados factores:

- A situação geográfica (variação diatópica)

- O grupo social onde se está inserido (variação diastrática)

- A situação em que se está a falar (variação diafásica)

Destas variantes, a mais destacada é a variante diatópica pois permite identificar a região a que se pertence pela maneira como se fala e as expressões que se usam. É ou não bastante fácil reconhecer, pela maneira como fala, um habitante da Nazaré, do Porto, do Alentejo, um algarvio…

Há palavras que só têm significado na região em que se está inserido, como por exemplo, enquanto em Leiria se pede um café, no Porto é um “cimbalino.”

Estas diferenças não deixam de ter o seu valor, embora muitas vezes sejam socialmente rejeitadas. É bem verdade que certas maneiras de falar são depreciadas em função de alguns aspectos, como acontece no interior do País, onde a língua tem ainda contornos arcaicos, não tendo evoluído condicionada sobretudo pelo isolamento geográfico dos seus falantes. Mas não será uma das funções dessas variações linguísticas só poder ser compreensível por uma determinada comunidade, como forma de defesa?

É de todo errado fazer juízos de valor sobre esta ou aquela variação linguística, considerando que só de determinada forma é que se fala correctamente. Não existe um padrão linguístico, pois o que hoje é incorrecto, amanhã, pela força de ser usado, passa a fazer parte integrante da língua.

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